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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sargento gay é preso após participar do Superpop

O programa Superpop, apresentado por Luciana Gimenez, acabou de uma maneira estranha na noite de ontem (03). Uma das atrações do programa, o sargento Laci Marinho de Araújo foi preso pela polícia do exército. Os soldados alegaram que Araújo é desertor e tem mandado de prisão expedido desde 21 de maio. Araújo, que mantém relação estável com o também sargento Fernando Alcântara de Figueiredo, foi levado ao IML para exame de corpo de delito e em seguida foi conduzido ao Hospital Militar de São Paulo.

Figueiredo (esquerda) e Araújo (direita) são os primei-
ros
militares gays brasileiros a assumirem relação estável

O casal participou de uma matéria da Revista Época, publicada dia 2 de junho, em que revelaram -se como primeiros militares homossexuais a assumir uma relação estável. A Frente Parlamentar pela Cidadania dos Gays, Bissexuais, Lésbicas, Travestis e Transexuais afirmou, por meio de sua presidente, a deputada federal Cida Diogo (PT-RJ) que a prisão do sargento pode ter sido carregada de discriminação e desrespeito aos Direitos Humanos. A frente emitiu uma nota sobre o assunto. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou que tenha havido qualquer ato discriminatório. A frente parlamentar e o ministro se reuniram nesta quarta para discutir o caso. Apenas nesta quinta-feira é que devem haver declarações, por parte dos políticos envolvidos, sobre a reunião.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Militar transexual ganha ação judicial

Conforme noticiou o G1, no início de maio, a sargento Fabiane Portela foi licenciada de suas funções contra a sua vontade, após fazer cirurgia para mudança de sexo. Segundo um porta-voz das Forças Armadas, Fabiane não atendia alguns requisitos do regulamento militar, e por isso foi exonerada.

Para explicar sua decisão, Fabiane Portela deu a seguinte declaração: "No caso do transexualismo você já nasce mulher só que é biologicamente do outro sexo. Eu não sabia o que era isso. Eu sabia de duas coisas: que eu não era homossexual e que também não era travesti".

A sargenta Fabiane,
em traje militar

Através de um advogado, Fabiane procurou a Justiça para ser reformada, o que lhe garantiria a manutenção do salário de terceira sargento. A ação se baseou no Código Internacional de Doenças e no Conselho Federal de Medicina, que tratam o transexualismo como transtorno mental. A ação foi ganha e Fabiane continuará a receber seu salário.